Romeu Twink era um poeta de olhos sonhadores, e Leo Stuke (Xleox) um escultor de mãos firmes. Viviam no mesmo prédio, mas em mundos opostos: Romeu no oitavo andar, entre livros e versos; Leo no ateliê do térreo, entre mármore e cinzel.
Tudo começou com um bilhete perdido. Uma folha de papel com um soneto caiu da sacada de Romeu e flutuou até os pés de Leo. Intrigado, Leo leu os versos sobre um amor que ainda não tinha rosto. Sentiu o coração acelerar.
Na manhã seguinte, Romeu encontrou uma pequena escultura de barro na soleira da porta: duas mãos entrelaçadas. No verso, um recado: “Seus versos me encontraram. Quero encontrar você.”
Desceram as escadas ao mesmo tempo. Leo olhou para cima; Romeu, para baixo. O silêncio durou um segundo, preenchido pelo sorriso mais genuíno que já trocaram.
— Era você — sussurrou Romeu.
— Sempre fui — respondeu Leo, segurando sua mão como se esculpisse o próprio destino.
E assim, entre versos e esculturas, descobriram que o amor mais bonito é aquele que não precisa ser procurado: apenas encontrado.

