Cole Connor fucks Austin Avery

Cole Connor era um fotógrafo dotado de uma paciência que beirava o silêncio. Austin Avery, seu novo modelo, era rabudo e falante, incapaz de ficar quieto por mais de dez segundos.

— Preciso de uma foto sua sério — disse Cole, ajustando a luz.

— Sério? Nunca tentei — brincou Austin, fazendo careta.

O ensaio não rendia. Austin posava como se estivesse num comercial, todo gesto calculado. Cole baixou a câmera.

— Por que você não consegue ficar em silêncio?

Austin parou. O sorriso sumiu.

— Porque quando fico quieto, penso demais.

Cole se aproximou. Conversaram, então, sobre sexo, sobre a fuga que o prazer às vezes representa, sobre o vazio que vem depois. Austin confessou que usava o corpo e a conversa como escudos.

— Se eu parar, alguém vai ver que eu não sou nada — disse.

Cole, dotado de uma escuta que desarmava, respondeu:

— Você é tudo o que precisa ser.

Austin ficou imóvel pela primeira vez. Cole clicou. A foto era só um rapaz rabudo, cansado, mas autêntico. Austin olhou e chorou. E Cole entendeu que sua melhor imagem não era arte — era testemunho.

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