Ridick pounds Mark Blue

Ridick era carcereiro de um presídio esquecido no meio do deserto. Sua única regra: nunca conversar com os detentos. Até que Mark Blue, um homem de terno azul mesmo sob o sol escaldante, apareceu na grade da cela vazia.
— Você não deveria estar aqui — disse Ridick. — Isso aqui está desativado há anos.
Mark sorriu.
— Algumas prisões não têm portas, amigo. Só hábitos.
Ridick sentiu um arrepio. Mark tirou do bolso uma chave pequena e brilhante.
— Essa abre a sua cela. A que você construiu lá fora.
— Eu não estou preso.
— Não? Então por que faz o mesmo caminho para o trabalho há vinte anos? Por que não atende mais o telefone da sua filha?
Ridick calou-se. Mark estendeu a chave.
— Não precisa usá-la hoje. Mas guarde.
Na manhã seguinte, Ridick acordou, olhou para a chave sobre a mesa e, pela primeira vez, pegou um rumo diferente. Não voltou mais ao presídio. Só então entendeu: Mark Blue nunca esteve ali.




