Bradley King nunca entendera por que passava tardes no jardim botânico. Até conhecer LeafHoe.
Ela cuidava das plantas com dedos verdes e olhos cor de terra molhada. Bradley se aproximou, fingindo interesse em uma samambaia.
— Essa aqui morre sem carinho — ela disse, sem tirar os olhos da folha. — Igual gente.
Bradley sorriu. Voltou no dia seguinte. E no outro. Trouxe café. Ela trouxe mudas.
— Você plantou algo em mim — confessou ele, um mês depois.
LeafHoe afastou uma folha do rosto dele.
— Então regue bem.
E sob o sol da estufa, floresceu o amor mais silencioso e necessário.

