Adam Russo nunca acreditou em destino. Até trombar com Matthew Figata numa livraria de madrugada. Ambos procurando o mesmo poema esquecido.
— É seu — disse Adam, entregando o livro.
— Fique com ele — respondeu Matthew, sorrindo. — Mas me ensine o que encontrar.
Começaram assim: encontros às terças, cafés amargos, conversas que nunca terminavam. Adam desenhava nos guardanapos. Matthew guardava todos.
— Estou apaixonado por você — confessou Adam, numa noite de chuva.
Matthew não disse nada. Apenas beijou-o devagar, como quem decora um mapa antes de viajar.
E viajaram. Para dentro um do outro. Para sempre.

