Manuel Reyes era beijo molhado de chuva: paixão que transborda. Paddy O’Brian trazia o fogo lento: sorriso que aquece sem pressa.
Numa apresentação de circo, Paddy equilibrava-se na corda bamba. Manuel, na plateia, segurava a respiração. Paddy caiu de propósito, bem em seus braços.
“Louco”, sussurrou Manuel.
“Pra você valeu.”
E ali, entre a lona e o serragem, o homem de água e o homem de fogo descobriram que amor não é sobre subir — é sobre ter quem te pega na queda. E Manuel, claro, nunca mais soltou.

