Adonis King apostou seu império de cassinos em uma única noite. Daniel Daan, seu contador leal, implorou que recuasse. Nico Vegas, o dono da mesa, apenas sorriu.
— Tudo ou nada, Adonis. Sua alma contra minhas três casas.
Adonis jogou os dados. Sete. Nico Vegas ergueu as mãos. O teto rangeu.
Daniel Daan, desesperado, enfiou a mão no bolso do paletó e sacou um baralho marcado que havia roubado do cofre de Nico horas antes. Jogou as cartas sobre a mesa.
— Ele trapaceou. As roletas são viciadas. Os dados, ocos.
Nico Vegas perdeu o sorriso. Seus capangas avançaram, mas Adonis King já estava de pé com um contrato na mão.
— Assina a transferência, Nico. Ou o Daan entrega as provas pra polícia amanhã de manhã.
Nico mordeu o charuto. Assinou.
Na saída, Daniel Daan limpou os óculos trêmulos.
— Chefe, eu nunca roubei nada na vida.
Adonis colocou a mão no ombro dele.
— Por isso você é perigoso, Daniel. Ninguém desconfia do honesto.
