Braxton Cruz e Angel Elias eram rivais em tudo: no trabalho, nos jogos, até no café da manhã. Certa manhã, porém, uma tempestade isolou a cidade e os dois ficaram presos no mesmo elevador.
— Culpa sua por apertar o botão errado — disparou Angel.
— Culpa sua por ter entrado atrás de mim — respondeu Braxton, semicerrando os olhos.
As horas passaram. O frio aumentou. Sem alternativa, dividiram um chocolate amargo que Angel levava na mochila. Braxton, que odiava doce, aceitou sem reclamar. Angel, que odiava silêncio, ficou quieto.
Quando o resgate enfim chegou, saíram sem trocar palavras. Mas, no dia seguinte, Braxton deixou um café com leite na mesa de Angel. E Angel, sem dizer nada, colocou um bilhete: “A próxima tempestade, eu pago o chocolate.”
Às vezes, a guerra acaba não com um vencedor, mas com uma trégua invisível.

