Arad Winwin & Alexander Ray
O farol estava deserto naquela hora, o mar lá embaixo batendo contra as rochas com um ritmo antigo. Arad Winwin encontrou Alexander Ray sentado nos degraus de pedra, os olhos fixos no horizonte escuro.
“Sabia que você viria,” Alexander disse, sem se virar.
Arad sentou-se ao seu lado, o silêncio entre eles mais confortável que qualquer conversa. Haviam crescido na mesma cidade pequena, haviam fugido juntos das mesmas coisas, haviam construído vidas separadas que sempre se encontravam de volta àquele mesmo lugar.
“Você pediu,” Arad respondeu simplesmente.
Alexander finalmente o olhou, e ali, na luz pálida do farol, Arad viu o que sempre suspeitara: o cansaço de carregar sozinho algo que deveria ser dividido.
“Às vezes me pergunto se fiz a escolha certa,” Alexander confessou. “De ir embora. De voltar.”
Arad tocou o ombro de Alexander com o seu. “Não existe escolha certa. Existe a gente.”
O vento salgado envolveu os dois, e Alexander inclinou a cabeça, apoiando-se contra Arad. Não precisavam resolver nada naquela noite. Só precisavam estar ali, juntos, como sempre deveriam estar.




