Liam Dickinson (DiscoDickNYC) fucks Mark NYC

O sol de Nova York cortava o beco em fatias quentes. Liam Dickinson encostou no tijolo descascado, o respirador pendurado no pescoço, a camiseta do CBGB desbotada de tanto lavar.
– Você vem sempre aqui ou só quando o mundo acaba? – a voz veio das sombras.
Mark NYC saiu da porta de serviço do clube, um isqueiro entre os dedos. Não acendeu nada. Só girou, girou.
– O mundo já acabou, Disco. Cê não leu o jornal?
Liam riu, sem graça. Conhecia Mark há quinze anos, desde os tempos que o Lower East Side ainda tinha alma. Agora tinham condomínios de luxo e ar irrespirável.
– Liguei o som hoje – Liam disse. – Aquele disco do Velvet. Lembrei de você.
Mark parou de girar o isqueiro. Guardou no bolso.
– Lembrou ou sentiu falta?
Silêncio. Um cachorro latiu longe. O trânsito abafado pela poluição.
– Os dois – Liam confessou.
Mark assentiu. Não precisava de mais. Dois homens velhos num beco sujo, respirando o veneno da cidade, lembrando de quando respiravam só poeira e sonho.
– Vem – Mark puxou a porta do clube. – Toca esse disco. Eu escuto.
E Liam seguiu. Porque algumas coisas não mudam. Mesmo quando o mundo acaba.






