Dato Foland, Leo Domenico and Luciano threesome

O sol já ia alto quando Dato Foland parou o carro na frente da oficina. Desceu, espreguiçou e acendeu um cigarro.
— Fumaça de manhã? Cê quer morrer cedo? — Leo Domenico apareceu debaixo de um fusca, o macacão sujo de graxa.
— Morrer cedo é melhor que morrer tarde e fedendo a óleo queimado.
Leo riu, limpou a mão no pano e apontou pro fundo.
— Teu amigo chegou. Tá lá.
Dato caminhou entre carros desmontados, ferramentas espalhadas, até encontrar Luciano sentado num pneu, os óculos escuros escondendo o olho roxo.
— Bonito — Dato disse. — Brigou com a porta?
— Briguei com quem devia ficar fechada.
Leo apareceu atrás com três copos e uma garrafa de água.
— Aqui não é bar. Mas hoje tô de bom humor.
Bebiam em silêncio. O sol esquentando o cimento.
Luciano quebrou o silêncio primeiro.
— Preciso sumir uns dias.
Dato não perguntou por quê. Leo também não.
— Meu irmão tem um sítio no meio do nada — Leo disse. — Fica lá.
— Quanto?
— Nada. Só volta inteiro.
Luciano levantou, apertou a mão dos dois.
Dato tragou o cigarro até o fim.
— Manda notícia quando puder.
— Mando.
E sumiu pela porta dos fundos, como veio.






