Dato Foland and Jorge Sainz fuck
A estrada de terra cortava o nada. Dato Foland segurava o volante com uma mão, o cotovelo apoiado na janela, a poeira entrando pela fresta.
— Tem certeza que é aqui? — Jorge Sainz apertou o mapa amassado.
— Mapa não mente.
— Mapas mentem. Principalmente os teus.
Dato riu, chacoalhando os ombros. O carro derrapou na curva e parou na frente de uma placa enferrujada: *”Vila Escondida – 3 km”.*
Jorge franziu o cenho.
— Isso não existe em nenhum mapa oficial.
— Por isso que é escondida.
Desceram. O silêncio era grosso, cortado só pelo vento. Dato acendeu um cigarro e apontou com o queixo.
— Ali.
No meio do nada, um portão azul. Atrás dele, um casebre com luz acesa.
— Quem mora aqui? — Jorge perguntou.
— Meu avô. Disse que precisava falar comigo.
— E me trouxe por quê?
Dato apagou o cigarro na sola.
— Porque você é a única pessoa que eu conheço que não pergunta demais.
Jorge olhou pro portão, pro amigo, pro céu sem nuvens.
— Então vamos.
Empurraram o portão juntos.






