Bruno Lopez jerks off and plays with this hole
Bruno Lopez fechou a pasta pela última vez. Vinte e três anos de escritório, e agora só o silêncio do apartamento e a varanda que dava pro nada.
No primeiro dia, regou as plantas. No segundo, arrumou a estante por ordem alfabética. No terceiro, ficou meia hora olhando a poeira dançar no sol.
— Pai, você precisa sair — disse a filha ao telefone.
— Saio amanhã.
Mas não saiu.
Até que na quinta-feira, o interfone tocou.
— Seu Lopez? É o Pedro, do oitavo. Minha caixa d’água quebrou e você é o único que entende de encanamento aqui.
Bruno desceu. Consertou a caixa em vinte minutos. Pedro ofereceu café.
— Você salvou meu domingo.
— Não foi nada.
— Foi sim.
Na volta, Bruno passou na portaria e cumprimentou o zelador. Acenou pra vizinha do sétimo. Sorriu pro entregador que carregava caixas.
Subiu devagar. Abriu a varanda e sentou.
A poeira ainda dançava no sol, mas agora ele reparou que eram minúsculas estrelas.
E naquele resto de tarde, Bruno Lopez finalmente começou a se aposentar.






