Alejo Ospina rides Goodboyxxx – The Kind of Room Service That Six-Star Hotels Should Offer
O beco atrás da balada tinha cheiro de urina e música abafada. Alejo Ospina encostou na parede úmida, tentando arejar a cabeça depois de duas horas de aglomeração. Não era seu lugar. Mas viera pelo amigo, que sumira havia vinte minutos.
Foi quando ouviu a voz.
“Tá perdido, irmão?”
Alejo virou. Um cara magro, boné virado pra trás, jaqueta jeans surrada. Nos pés, um tênis branco impecável, destoando do resto.
“Goodboyxxx”, o cara estendeu a mão. “Pode chamar de Good.”
Alejo apertou, sem jeito. “Alejo.”
Good acendeu um cigarro. “Colombiano, né? Te conheço de algum lugar?”
“Não acho.”
Ficaram em silêncio. Good apontou pro céu. “Olha, as Três Marias. Minha vó me ensinou.”
Alejo olhou para cima. Fazia tempo que não olhava para o céu.
“Ela dizia que quem olha pra elas nunca se perde de verdade.”
Good jogou o cigarro no chão, pisou com o tênis branco. “Valeu pela conversa, colombiano. Se cuida.”
Sumiu na multidão. Alejo ficou ali, olhando as estrelas, esperando o amigo.
Não sabia se tinha achado o que procurava. Mas pela primeira vez na noite, não queria mais ir embora.




