Pierce Paris & Nic Sahara – Deepthroat Challenge
Pierce Paris era feito de linhas retas, arranha-céus e compromissos no calendário. Nic Sahara vestia poeira, venteava liberdade e dormia sob as estrelas.
Encontraram-se num oásis no meio do deserto, um erro no GPS de Pierce levando-o a uma tenda colorida onde Nic consertava uma moto antiga. “Precisa de ajuda, homem-cidade?”, perguntou Nic, os olhos crivados de histórias do sol.
Pierce, com seu terno italiano sujo de areia, aceitou um chá. O chá virou jantar, o jantar virou histórias contadas ao redor da fogueira. Nic falou de dunas que cantam, Pierce, de sonhos engarrafados em vidro.
Ao amanhecer, Pierce tinha um voo. Nic o levou de moto até a estrada. O silêncio entre eles era mais profundo que o deserto.
“Minha próxima viagem”, disse Pierce, parado na beira do asfalto quente. “Pode ser para qualquer lugar. Você… você conhece bons destinos?”
Nic sorriu, tirando o lenço do pescoço e amarrando-o no pulso de Pierce. “Todo bom nômade sabe que o destino não importa. Só importa com quem você acampa.”
E Pierce Paris, pela primeira vez, trocou seu mapa por uma bússola que apontava apenas para um norte: aquele sorriso cheio de sol.




