Craig Kennedy and Kai Danvers – tied up and milked

Craig Kennedy tinha um mapa do céu em sua mente, mas um telescópio enferrujado no telhado. Kai Danvers pintava constelações na pele, transformando corpos em galáxias efêmeras.
Eles se cruzavam no café da esquina, às três da madrugada: Craig com olheiras de cálculos, Kai com tinta prata sob as unhas. Um silêncio cósmico os separava.
Até a noite em que as luzes da cidade se apagaram. Subindo ao telhado, Craig encontrou Kai deitado sob o vácuo estrelado. “Aquela”, apontou Kai para um ponto escuro, “é a minha constelação favorita. A que ainda não tem nome.”
Sem dizer uma palavra, Craig ajustou o telescópio enferrujado e o direcionou. Kai se inclinou para ver. Lá, no cantinho do visor, Craig havia desenhado um coração em volta de duas estrelas solitárias.
“Pode chamá-la de ‘Nós’”, disse Craig, sua voz mais suave que o zumbido das ruas abaixo.
E sob um céu finalmente nomeado, a distância infinita entre um astrônomo e um artista se desfez em um só planeta, girando no escuro, finalmente em casa.




