Max Konnor fucks and creams Nick Floyd on the roof
Max Konnor, dono da loja de discos Vinyl Visions, e Nick Floyd, barista do Steam & Stream ao lado, travavam uma guerra silenciosa. Max tocava post-punk melancólico; Nick respondia com bossa nova solar. Era um duelo de caixas de som através da parede fina.
Tudo mudou quando Nick, durante um concorrido open mic, derrubou um carrinho de xícaras. O som estridente cortou a música de Max. Em vez de reclamar, Max apareceu na porta com um disco raro de Chet Baker. “Para acalmar os ânimos”, disse, sem sorrir.
Nick retribuiu no dia seguinte com um café especial e um bilhete: “Para o humor pós-punk. Açúcar extra.”
As playlists começaram a se fundir. Soul clássico para as manhãs, synthwave para as tardes. A parede entre a loja e o café parecia dissolver-se. Os clientes vinam pelo café e ficavam pelos discos.
Num sábado tranquilo, Nick desligou sua máquina. Max desligou o toca-discos. O silêncio foi preenchido por um convite para jantar. E naquela parede, que já não separava nada, seus reflexos se encontraram finalmente, sem qualquer som além dos próprios corações.




