Hot Latin couple among friends: Sebas & Cédric
Sebas conhecia cada curva do rio Sena como as linhas de sua própria mão. Seu barco-táxi, *Le Vieux Rêve*, era um refúgio de madeira polida e silêncio respeitoso. Ele navegava por histórias, não por rotas turísticas.
Cédric entrou em uma noite chuvosa, seu terno italiano impecável manchado, seus olhos de falcão opacos pela exaustão. “Apenas navegue”, ele ordenou, sua voz carregada do peso de decisões de bilhões.
Sebas não falou. Girou o leme e desviou dos monumentos iluminados, entrando nos canais laterais silenciosos, onde Paris sussurrava. Mostrou a Cédric o lavadeiro noturno, o poeta sob a ponte, o beijo furtivo de dois amantes em um cais escuro.
Cédric, que comprava e vendia destinos de empresas, sentou-se imóvel. A cidade que ele usava como pano de fundo para seu poder revelou-se, de repente, viva e delicada.
Quando o barco atracou suavemente no cais, Cédric desembarcou. O peso ainda estava lá, mas seu rosto estava mais suave. Ele deixou uma nota generosa, mas também um cartão de visitas pessoal. “Para quando precisar de um ouvido que não seja pago para ouvir”, disse, antes de desaparecer na neblina.
Sebas guardou o cartão. Ele não vendia passeios; plantava sementes de humanidade. E naquela noite, em um solo aparentemente estéril, uma havia brotado.




