Marco Napoli fucks Spikey Dee

No coração da cidade velha, o bar de Marco Napoli era um refúgio. Ali, as histórias valiam mais que o dinheiro. Certa noite, Spikey Dee entrou, e o ar mudou. Ele carregava não uma maleta, mas uma guitarra velha e um olhar de tempestade passada.
“Dizem que você vende drinks que fazem esquecer,” disse Spikey, a voz áspera como lixa.
“Vendo ouvidos,” corrigiu Marco, polindo um copo. “Os drinks são por conta da casa.”
Spikey Dee sentou-se. Contou sobre estradas empoeiradas, amores deixados para trás e um refrão que nunca encontrava a letra certa. Marco ouviu, sem interromper, enquanto preparava um “Necessary Evil”, amargo e doce na medida exata.
Ao final, Spikey pegou a guitarra. Em vez da música esperada, tocou um acorde único, profundo e resoluto. O som preencheu cada canto do bar, carregando toda a história narrada.
“Esse é o refrão que faltava,” sussurrou Spikey.
Marco assentiu, servindo outro drink. “Às vezes, a letra é só silêncio disfarçado.”
Spikey sorriu pela primeira vez. Naquela noite, não pagou com dinheiro, mas com a promessa de voltar. E Marco soube que algumas histórias não terminam; elas apenas fazem uma pausa para respirar.




