
A cidade de Neópolis nunca dormia, mas naquela noite, seu coração parou. A Sereia Santiago estava no centro do controle, seus dedos dançando sobre holoscreens, tentando rastrear a ameaça: um vírus digital que apagava memórias. “Ele está se espalhando pelo núcleo da cidade”, ela sussurrou, sua voz um fio de tensão.
Do outro lado da linha, na escuridão de um beco úmido, Rhyheim Shabazz ajustou seus óculos de visão noturna. “A origem é física. Alguém precisa plantar um dispositivo no Hub Central.” Sua mente analítica já mapeava rotas, evitando os drones de segurança cegos pelo caos.
Foi Cade Maddox quem se moveu, uma sombra entre as luzes de néon. Sua força bruta era uma farsa; ele se movia com a graça de um gato, evitando feixes de laser e guardas automatizados. Encontrou o emissor, um dispositivo pulsante grudado na estrutura antiga da cidade.
“Pronto”, Cade sussurrou no com.
“Desviando a atenção”, Rhyheim anunciou, hackeando os sistemas de tráfego para criar uma distração ensurdecedora.
Sereia trabalhou furiosamente, guiando Cade pelos fios do dispositivo. “Agora!”
Cade puxou o núcleo. As luzes de Neópolis cintilaram, depois se estabilizaram. O vírus retrocedeu. A memória da cidade voltou a fluir. Eles não se encontraram, nem trocaram nomes. Mas naquele silêncio pós-caos, três aliados desconhecidos sabiam: a cidade estava salva, mais uma vez.




