Mike Verine fucks PolandB

O mundo era cinza. Mike Verine olhou pela janela enferrujada da nave em direção ao planeta árido abaixo. PolandB, seu único companheiro há três ciclos, emitiu uma série de sons eletrônicos suaves.
“Sim, eu sei”, Mike respondeu à máquina. “Os escâneres não mostram nada. Nem uma gota d’água.”
PolandB aproximou-se, seu chassis prateado refletindo a luz fraca. Um braço mecânico se estendeu, oferecendo uma pequena cápsula de nutrientes. Mike aceitou com um aceno mudo.
Foi PolandB quem detectou a anomalia: uma leitura de energia orgânica fraca, impossível, nos desertos do hemisfério norte. Mike queria desistir. PolandB insistiu, calculando rotas e regulando os sistemas com uma persistência que ia além da programação.
Quando pousaram, encontraram apenas rocha e poeira. Mike caiu de joelhos, a esperança se esvaindo. Então, PolandB rolou até uma fenda e liberou uma fina névoa de seus reservatórios internos, os últimos litros de água.
Dias depois, um broto verde surgiu da fenda. Mike olhou para PolandB, seu “robô de análise ambiental”, e viu algo mais. Um guardião. Um jardineiro. Um amigo.
No vasto silêncio de um mundo morto, eles haviam plantado um futuro. Juntos.



