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Ikarus & Halley – Feet Worship – COCKTOBER!

O Observatório do Vale era um santuário de silêncio e dados. **Ikarus**, o astrônomo-chefe, vivia com os olhos fixos no passado distante, estudando a luz fria e morta de estrelas há muito extintas. Seu domínio era o eterno, o imutável, o já escrito no cosmos.

**Halley** era sua antítese, uma astrofísica dinâmica obcecada por cometas e objetos próximos da Terra. Ela vivia no futuro, calculando órbitas, prevendo encontros, mapeando o movimento incessante do sistema solar. Seu mundo era de trânsitos, aproximações e mudanças.

Ikarus via seu trabalho como frenético e mundano. Halley via o dele como um culto a fantasmas.

A discórdia reinou até a noite da Grande Tempestade de Meteoros. Halley previu um espetáculo. Ikarus previu uma interferência nos dados de suas galáxias distantes.

Quando as primeiras estrias de luz cortaram o céu, Halley correu para o terraço. Ikarus, relutante, seguiu.

Lá, sob a chuva de fogo celestial, algo aconteceu. Halley apontava, animada, traçando o rastro de cada meteoro – pura cinética, puro futuro. Ikarus, porém, viu algo mais. Cada risco de luz era a poeira final de um cometa antigo, um fragmento de um passado distante queimando em seu último ato.

Ele olhou para Halley, iluminada pelos ecos do passado que ela tão avidamente perseguia. E ela viu, no olhar dele, a admiração pelo movimento que dava significado à sua quietude.

Naquela noite, sem uma palavra, Ikarus & Halley entenderam: o universo não é passado ou futuro. É a colisão constante de ambos, uma dança infinita entre a memória da luz e a promessa do encontro.

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