Internal Investigation — Ryder Owens, Ryan Rush

A pista de atletismo da universidade dividia-se em dois mundos. **Ryder Owens** era metrônomo de carne e osso. Seus passos no tartan ecoavam um ritmo perfeito e implacável, cada treino uma equação resolvida de força e eficiência. A corrida, para ele, era uma ciência solitária.
**Ryan Rush** era seu oposto: um vulcão de energia nervosa. Ele não corria; explodia dos blocos. Sua técnica era caótica, sua estratégia era “ir mais rápido”, e sua presença energizava todo o campo. Enquanto Ryder era o silêncio antes do tiro, Ryan era o estampido.
Os treinos eram um constante conflito tácito. Ryder desprezava a falta de controle de Ryan. Ryan via Ryder como uma máquina sem alma.
Tudo mudou no revezamento 4×400, o evento que exigia tanto precisão quanto fúria. Ryder, ancorando, recebeu o bastão com uma desvantagem. A ciência dizia que era impossível. Ele partiu, seus passos calculados buscando uma eficiência desesperada.
Foi então que ouviu, acima do rugido da torcida, um único grito. “AGORA, RYDER! TUDO!” Era Ryan, já fora da pista, pulando e gritando como um louco.
Algo naquele grito primal quebrou o cálculo. Ryder Owens deixou a ciência para trás e encontrou uma fúria que não sabia ter. Cruzou a linha em primeiro, não com a elegância de um metrônomo, mas com o rosto contorcido de um guerreiro. E ao ver Ryan Rush correndo em sua direução, os dois caíram no chão, rindo e ofegantes. Descobriram que a velocidade perfeita não está no controle absoluto nem no caos puro, mas no momento em que um passa o bastão para o outro.




