Zärtlicher Sex mit Olivier

O salão do Le Bourget em Paris fervilhava, um templo do desejo humano por máquinas e velocidade. **Olivier**, o piloto de testes, era a personificação dessa busca fria. Seu mundo era de dados, de curvas de desempenho traçadas em gráficos, do rugido controlado de turbinas. A beleza, para ele, era uma função da eficiência.
No estande ao lado, uma presença silenciosa causava burburinho. **Zärtlicher Sex** não era um caça, nem um jato executivo. Era um conceito, um dirigível elegante e sinuoso feito de uma liga que parecia respirar. Seu nome, “Sexo Terno”, era um escândalo calculado. Seu movimento não era de força bruta, mas de deslizamento suave, quase sensual, pelo ar.
Olivier sorriu com desdém. “Um balão glorificado,” comentou a um colega. “Sem propósito.”
Ele foi convidado para um voo de demonstração. Esperava tédio. Mas ao entrar na cabine acolhedora e silenciosa, algo mudou. Não havia estrondo, apenas um sussurro. A paisagem desfilava, não como um borrão, mas com uma clareza íntima. Era voar como flutuar, uma carícia no céu.
Enquanto pousava, Olivier olhou para suas mãos, sempre firmes nos controles de força bruta. Pela primeira vez, ele não sentia a vibração dos motores, mas o eco de um ritmo diferente. Zärtlicher Sex não havia demonstrado poder; havia oferecido um novo tipo de volúpia. E Olivier, o homem de ferro e números, descobriu que podia desejar a ternura no céu.




