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Sadick Coutinho and Fernando Brutto fuck

A doca da velha Baía Sul cheirava a peixe salgado e decadência. **Sadick Coutinho**, mestre de uma traineira enferrujada, conhecia cada correnteza e cada cardume como as linhas de sua própria mão. O mar era sua história, escrita em redes remendadas e no ritmo paciente das marés.

**Fernando Brutto** chegou com o estrondo de motores a diesel e um contrato da prefeitura. Seu “projeto de revitalização” era um iate-clube reluzente e um quebra-mar que redesenhariam a costa, ignorando os canais de pesca ancestrais. Para Brutto, a baía era um ativo imobiliário subutilizado.

Coutinho protestou nas reuniões, sua voz áspera perdendo-se na papelada burocrática. Brutto ofereceu uma indenização mixuruca, um “progresso inevitável”.

A guerra parecia perdida até a manhã em que uma névoa espessa, rara e traiçoeira, desceu sobre a baía. O iate de luxo de Brutto, em seu passeio inaugural, perdeu-se, suas cartas náuticas digitais inúteis naquele branco úmido. O rádio só captava estática.

Do cais, Coutinho ouviu os apitos de desespero. Com um suspiro profundo, ligou o motor de sua traineira. Navegando por memória e instinto, ele cortou a névoa e encontrou o iate à deriva.

Ao guiar o barco do homem que queria acabar com seu mundo de volta ao porto, em silêncio, Sadick Coutinho não entregou apenas uma lição de humildade. Ele traçou, na névoa, o mapa mais valioso: aquele que não pode ser comprado, apenas herdado do mar.

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