Angel Santana and Jack Des Feux fuck – Resolution Time

O cemitério de velas de **Angel Santana** era o trapiche à beira-mar. Suas oferendas eram garrafas com mensagens, pétalas de flores e o silêncio de quem conhece o peso da água. Ele falava com o oceano que levara seu irmão, não com raiva, mas com uma tristeza paciente.
**Jack Des Feux** era fogo. Um artista pirotécnico cujo estúdio era o céu noturno, cujas pinturas eram explosões de cor e estrondo. Para ele, o escuro era uma tela a ser conquistada, não um abismo a ser temido.
Eles se cruzavam todas as manhãs: Angel varrendo a areia, Jack planejando seu próximo espetáculo. Um diálogo de água e fogo, impossível.
Até a noite do festival. O grandioso final de Jack iluminou a baía, celebrando a conquista humana sobre a natureza. O rugido abafou tudo. Quando o último eco morreu, Angel estava lá, uma única vela acesa na areia.
Jack, vazio após o clímax, viu aquela pequena chama teimosa. E pela primeira vez, entendeu. O fogo não era apenas para dominar a escuridão. Podia ser uma memória, suave e persistente. Uma oração.
Na manhã seguinte, Angel encontrou uma nova oferenda entre suas velas: uma fina casca de magnésio, que queimaria com uma luz branca e pura sobre a água. Não uma conquista, mas uma companhia. A primeira palavra de um diálogo recém-nascido entre a chama e a maré.




