Pegação no Parque – Gustavo Ryder fucks Ryan Ross

A vida de Gustavo Ryder era um cálculo exato: números, horários, lucros. Sua mente era um relógio suíço, até o dia em que um som desregulado invadiu sua rotina. Vindo do apartamento ao lado, eram acordes distorcidos e uma voz áspera quebrando o silêncio.
O responsável era Ryan Ross, um fantasma de jeans rasgado e olhos carregados de cansaço noturno, cuja única herança era uma guitarra velha e um monte de letras rabiscadas sobre dias cinzas e esperanças frágeis.
Gustavo, movido por uma irritação metódica, bateu à porta para reclamar. Mas ao ver as anotações caóticas de Ryan espalhadas pelo chão, algo estalou em sua lógica ordenada. Ele, que calculava tudo, viu naquele caos uma fórmula diferente. Sentou-se ao piano.
Onde Ryan via um refrão de angústia, Gustavo enxergava uma progressão harmônica. Juntos, transformaram o lamento em ponte, a raiva em riff. Do choque entre a precisão e o caos, não nasceu apenas uma música, mas um som novo. E Gustavo Ryder descobriu que a maior sinfonia não está na ordem perfeita, mas no acorde imprevisto que dois estranhos podem criar juntos.




