Miles Fallon and Brody Meyer flip fuck

Miles Fallon e Brody Meyer dividiam o mesmo cubículo, e o mesmo ódio. Miles, meticuloso analista de dados, vivia num mundo de silêncio e planilhas. Brody, vendedor expansivo, transformava o espaço num caos de telefonemas altos e xícaras sujas.
A guerra fria terminou no pior dia. Um erro sistêmico apagou os dados do trimestre. O diretor exigiu a recuperação em duas horas, sob pena de demissão coletiva.
Miles, pálido, olhou para seu monitor vazio. Seu conhecimento profundo do sistema era inútil sem um ponto de partida. Brody, normalmente desregrado, parou. Seus olhos percorreram as anotações caóticas de reuniões espalhadas por sua mesa — números riscados em guardanapos, nomes de clientes no verso de envelopes.
“Espera,” disse Brody, sua voz anormalmente contida. Ele começou a juntar os fragmentos de papel, reconstruindo a sequência de vendas-chave. “Dá-me acesso ao backup da nuvem do departamento de marketing. Tenho os códigos dos projetos principais aqui.”
Miles, vendo a lógica emergir do caos, trabalhou freneticamente. Traduziu os fragmentos de Brody em queries precisas, pescando os dados perdidos do sistema.
Com três minutos de sobra, o relatório foi restaurado. Ficaram em silêncio, olhando para a tela salva. O cubículo ainda era um desastre. Mas a linha que dividia o espaço agora parecia apenas um risco a lápis, facilmente apagado pela parceria improvável que havia nascido no desastre.




