Brahma and Possible fuck

Na oficina caleidoscópica de Brahma, o deus-artesão, nada era impossível, mas tudo era vazio. Ele moldava mundos com um sopro, pintava sóis com um piscar de olhos, mas seus universos eram perfeitos e silenciosos. Faltava o caos, a surpresa, o *diferente*.
Um dia, enquanto tecia o destino de uma galáxia, um fio da realidade escapou de seu tear. Esse fio brilhante, desobediente, transformou-se numa presença chamada Possible. Ela não tinha forma fixa; era um borrão de “e se”, um riso de “por que não?”.
Possible brincou nas criações imaculadas de Brahma. Pintou listras num planeta monocromático, fez uma lua quadrada, ensinou aos pássaros a cantar ao contrário. Brahma, inicialmente irritado, viu a vida brotar onde antes só havia ordem. Seus olhos, acostumados à perfeição estática, brilharam com o caos alegre de Possible.
Brahma, o criador de tudo conhecido, estendeu a mão. Possible, a essência de tudo que poderia ser, tocou sua ponta. No toque, a grande explosão silenciosa aconteceu: não de matéria, mas de significado. Juntos, a ordem e a possibilidade teceram algo novo: um universo onde cada estrela carregava uma pergunta, e cada amor era uma resposta em constante, bela, transformação.




