Drew Valentino and Max Romano fuck

A chuva de Florença batia no capô do Fiat 500 azul-petróleo como uma infinidade de dedos impacientes. Dentro, Drew Valentino respirava o cheiro úmido de couro envelhecido e nervosismo. Ele era um food stylist de Nova York, um mestre da ilusão comestível, cuja vida era uma busca obsessiva pela luz perfeita no molho de tomate e pela cobertura crocante ideal em uma cotoletta. Agora, estava perdido nas estradas sinuosas da Toscana, atrasado para fotografar o jantar em uma vinícola remota para uma revista de luxo.
Quando o carro enguiçou com um soluço final na entrada de uma propriedade de pedra cor de mel, não foi um nonno simpático que veio ajudá-lo, mas Max Romano. Max emergiu da chuva como se fosse parte dela – jeans surrados, botas lamacentas, uma camisa de flanela aberta sobre uma camiseta cinza, e um olhar que poderia azedar o vinho mais doce. Ele não falava, consertava. Com algumas voltas de uma chave inglesa que parecia uma extensão de seu braço, diagnosticou o problema: “Carburatore. Amanhã.” A palavra foi cuspida, um veredito final.
Sem celular, sem carro, e com a luz do dia fugindo, Drew não teve escolha a não ser aceitar a oferta brusca de Max para passar a noite na antiga casa da fazenda. O interior era espartano, funcional, cheirava a lenha queimada e azeite. Nada ali era “estilizado”. Era apenas real. E para Drew, cujo mundo era controlado até o último grão de flor de sal, aquilo era desconcertante.
Max, como descobriu Drew, não era um fazendeiro comum. Era um artigiano – um restaurador de móveis antigos e um oleiro nas horas vagas. Suas mãos, calejadas e fortes, eram capazes da mais delicada precisão, esculpindo a curvatura perfeita na perna de uma cadeira do século XVIII ou no bojo de um vaso de barro. Ele trabalhava em silêncio, um silêncio que Drew inicialmente interpretou como hostilidade, mas que logo percebeu ser apenas presença. Uma presença total e absoluta no que fazia.
Drew, acostumado a criar beleza efêmera para ser fotografada e descartada, ficou hipnotizado. Observou Max durante horas, primeiro por necessidade, depois por fascínio. Havia uma história contada na paciência com que ele lixava uma madeira, no cuidado com que acariciava o barro úmido. Era o oposto do mundo frenético e descartável de Drew.
A mudança começou no jantar. Drew, faminto e sem suas ferramentas, improvisou com o que encontrou na despensa de Max: tomates maduros, manjericão ressequido, uma massa caseira áspera. Não havia luz de estudo, nem gel para dar brilho. Apenas a lâmpada quente pendurada sobre a mesa de madeira. Quando Max provou o simples prato, seus olhos escuros, sempre carrancudos, se arregalaram por uma fração de segundo. “Sai così”, ele murmurou. É assim. Um elogio mais alto que qualquer crítica gastronômica que Drew já recebera.




