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Kai Meloni and Ricke XL fuck

A poeira do deserto de Nevada brilhava como ouro sob o sol implacável. O arraial de “Calico Junction” era uma miragem de madeira podre e sonhos enferrujados, erguido para um filme que nunca seria rodado. Kai Meloni, com seus olhos verdes e cabelo preso em um coque desleixado, era a produtora de locação encarregada de desmontar aquele sonho fracassado. Seu mundo era feito de planilhas, prazos e a arte pragmática de fazer ilusões desaparecerem.

Ricke XL era uma ilusão que se recusava a acabar. O ator, famoso por interpretar heróis de ação em blockbusters de verão, havia chegado ao set semanas atrás para um “filme indie de transformação”. Com a produção cancelada, todos partiram. Todos, exceto Ricke. Ele apareceu na porta do escritório provisório de Kai, não com a postura de estrela, mas com uma inquietação genuína. “Preciso terminar algo”, disse, sua voz famosa por frases de efeito era apenas um sussurro áspero.

Kai, exausta, argumentou sobre contratos, seguros, a loucura da ideia. Ricke não usou seu charme de tela. Ele apenas ficou parado, uma presença física massiva e, de repente, vulnerável. “Não sei quem sou quando a câmera desliga”, confessou, olhando para as próprias mãos, que pareciam estranhas sem uma arma de brinquedo ou um punho cerrado para o close.

Contra todo o protocolo e a razão, Kai cedeu. Ele podia ficar. Mas teria que ajudar no desmonte. Assim começou um balé absurdo. Ricke XL, cujo corpo valia milhões para as seguradoras, carregando vigas de madeira sob o sol do meio-dia. Ele suava, ficava com lascas nas mãos, e não reclamava. Kai, observando-o, começou a ver fissuras no personagem. Ele era desastrado, mas persistente. Tinha um olhar atento para detalhes – o modo como a luz da tarde batia em uma janela quebrada, o som do vento cantando através das frestas da madeira.

Em troca, Kai, com sua paciência de quem lida com desastres diários, começou a ensiná-lo. Não a atuar, mas a estar. Mostrou-lhe como sentir a textura áspera da madeira, a diferença entre a sombra quente e a fria, o silêncio absoluto do deserto quando o vento parava. Ricke, acostumado a representar emoções, começou a senti-las. A frustração de um prego teimoso, a satisfação de uma pilha bem-feita de tábuas, o cansaço honesto que vinha dos músculos, não de uma simulação.

O amor nasceu não em um momento grandioso, mas na economia dos gestos. Kai trouxe para ele um chapéu de abas largas quando viu sua nuca queimando de sol. Ricke aprendeu a fazer o café horrível e forte que ela preferia, trazendo uma caneca no exato momento em que ela parecia desanimar. Ele contava histórias ridículas de Hollywood, fazendo-a rir com um riso genuíno que ela há muito não ouvia. Ela, por sua vez, falava de sua família de imigrantes italianos, do cheiro de seu avô marceneiro, da beleza de construir coisas reais.

Uma noite, sentados nos degraus do único edifício ainda de pé, observando o céu estrelado do deserto, Ricke quebrou o silêncio. “Todas as minhas falas são escritas por outras pessoas. Todas as minhas lutas são coreografadas. Até minhas lágrimas têm um técnico de maquiagem ao lado.” Ele virou-se para ela, seu rosto famoso iluminado apenas pela luz prateada da lua, parecendo finalmente verdadeiro. “Kai, o que eu digo quando quero dizer algo meu?”

Kai olhou para ele, para o homem por trás do mito, sujo de poeira e cansado, e seu coração, protegido por planilhas e orçamentos, cedeu. “Você não diz”, ela respondeu, sua voz suave na vastidão da noite. “Você apenas é.”

E foi o que ele fez. Ele se inclinou, devagar, dando a ela todo o tempo do mundo para se afastar. Quando seus lábios se encontraram, foi um beijo sem roteiro, sem diretor para gritar “corta!”. Era doce, salgado pela poeira, e profundamente real. O herói de ação encontrou sua força não em um soco, mas em um suspiro compartilhado. A desmontadora de sonhos encontrou algo que valia a pena construir.

No último dia, quando o último caminhão partiu, Ricke não entrou no carro preto e fumê que o aguardava. Ficou ao lado de Kai, observando o local vazio.

“O que você vai fazer agora?”, ela perguntou, tentando soar prática, mas sua voz falhou.

Ricke pegou a mão dela, virou a palma para cima e colocou dentro dela um prego velho e torto, enferrujado pelo sol e pelo tempo.

“O meu próximo papel”, ele disse, olhando-a nos olhos, “é o cara que fica. Se você me deixar.”

Kai fechou a mão ao redor do prego, sua ponta áspera pressionando sua pele, uma âncora no mundo real. Um sorriso, lento e certo, iluminou seu rosto.

“A locação é sua”, ela sussurrou. “Sem data para terminar.”

E sob o sol do deserto, o personagem finalmente pôde descansar. Em seu lugar, ficou apenas Ricke. E Kai. E o infinito, simples, maravilhoso silêncio de um novo começo.

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