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Sir Peter Takes Charge – Jonas Jackson, Rico Marlon, Tomas Brand

O bairro de Brickfield era um organismo vivo e barulhento. Em seu coração, pulsando com batidas pesadas e letras afiadas, estava o estúdio “Marlon’s Den”, de Rico Marlon. Rico era o produtor mais requisitado da cena underground, um alquimista que transformava raiva e sonhos em ritmo. Ele vivia de fones de ouvido e café forte, cercado por teclados, mixers e uma parede de discos de vinil. Seu mundo era o som, puro e complexo.

Jonas Jackson era a palavra personificada. Um poeta de cadernos desgastados e olhar observador, ele vagava pelas ruas de Brickfield capturando histórias. Suas rimas não eram para batidas; eram para a página em branco, para o sussurro noturno. Ele admirava Rico de longe, vendo-o como um mestre de um idioma que ele não ousava falar. Até que, em uma noite de open mic, Jonas subiu ao palco e despejou um poema sobre a solidão dentro da multidão. Suas palavras não rimavam no sentido tradicional, mas tinham uma cadência própria, uma melodia de dor e beleza.

Rico, no fundo da sala, parou de mexer no seu celular. Não eram apenas palavras; eram samples crus, emoção pura. Ele abordou Jonas depois do show, seus dedos cobertos por anéis gesticulando enquanto falava. “Sua voz… tem textura. Suas palavras têm baixo. Deixa eu colocar uma roupa sonora nelas?”

A colaboração nasceu assim. Jonas no booth, entregando seus versos com uma intensidade contida. Rico nos controles, tecendo teias de sintetizadores e batidas de trip-hop em torno da voz dele. Eles eram opostos magnéticos: Rico, expansivo e volátil; Jonas, introspectivo e meticuloso. No estúdio, no entanto, criavam uma terceira entidade, poderosa e melancólica. O respeito virou amizade, e a amizade começou a tingir-se de um desejo profundo e silencioso. Um toque na mão ao passar o fone de ouvido, um olhar prolongado através do vidro à prova de som, o café que sempre esperava pelo outro.

E então, havia Tomas Brand. Tomas era o empresário, o conector. Dono de uma galeria de arte moderna e de vários clubes, ele era suave onde Rico era áspero, polido onde Jonas era cru. Foi Tomas quem viu o potencial comercial naquela fusão estranha e linda. Ele os colocou em lineups maiores, conseguiu entrevistas, apresentou-os a um mundo de coquetéis e luzes de neon. Tomas também apresentou-se a Jonas.

Para Jonas, que passara a vida nas sombras, a atenção de Tomas era deslumbrante. Era alguém que falava a linguagem do sucesso, que oferecia um futuro claro em moldes de cristal, diferente do futuro nebuloso e apaixonado do estúdio. Em um momento de confusão, de dúvida sobre seu lugar ao lado da tempestade que era Rico, Jonas cedeu. Começou a sair com Tomas. O estúdio, outrora um santuário, ficou em silêncio.

Rico não brigou. Apenas desligou as máquinas. A dor dele não era barulhenta; era o silêncio de uma batida que para subitamente. Ele viu as fotos de Jonas e Tomas nas redes sociais, em vernissages impecáveis, e achou que tinha entendido errado toda a sinfonia não dita entre eles.

A virada aconteceu no lançamento do primeiro single oficial da dupla, um evento organizado por Tomas. A música, uma faixa eletrônica e cerebral produzida sob a influência de Tomas, soava vazia para Jonas. No meio da festa, sob os holofotes, ele olhou para a multidão e não viu seu refúgio. Viu Rico, de longe, encostado na porta de saída, prestes a desaparecer. Era a imagem mais real da noite.

Jonas desceu do palco, atravessou a sala perfumada e segurou Rico pelo braço antes que ele sumisse na noite.
“Está errado”, Jonas disse, sua voz, aquela que Rico tanto amava, trêmula. “Tudo isso. Soa bem, mas não é verdade.”
Rico olhou para ele, seu rosto uma máscara de frieza profissional. “Brand te dá o mundo, Jackson. É o que você quis.”
“Eu não queria o mundo. Eu queria o nosso mundo. O do estúdio abafado, do café frio, do seu silêncio quando uma batida não encaixa. Eu queria a sua raiva e a sua precisão.” A voz de Jonas quebrou. “Eu te quero.”

Tomas, observando de lado, entendeu antes mesmo de Rico. Viu a verdade crua naquele corredor que não estava em nenhum de seus contratos. Com um suspiro resignado e um leve aceno de cabeça que era ao mesmo tempo uma despedida e uma benção, ele se afastou. Sabia que não havia espaço para sua arte polida naquela obra-prima imperfeita.

Rico não sorriu. Apenas puxou Jonas pelo braço, para fora do clube, para a rua úmida de Brickfield. Não foram para o estúdio. Caminharam em silêncio, ombros se tocando, até a ponte velha, onde o som da cidade era a única batida que importava.
“A próxima música”, Rico finalmente falou, olhando para a água escura, “vai ser só sua voz e um piano distorcido. Nada mais. Nada menos.”
Jonas encostou a cabeça no ombro dele. “É tudo que eu preciso.”

Eles não eram uma batida perfeita. Eram um ruído de fundo que se tornou a melodia principal. Jonas, a alma. Rico, o corpo. E o som que criavam juntos era o tipo de amor que não cabe em um single, mas em um álbum conceitual, denso, complicado e profundamente verdadeiro. Uma história de amor em três atos: a colisão, a confusão e a canção que só eles sabiam cantar.

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