Dexter Martin and Ollie Barn fuck

O céu sobre o campo de exibição da Feira Estadual era de um azul intenso, sem nuvens, mas uma tempestade particular se armava no espaço apertado atrás do celeiro dos bezerros. Dexter Martin, de dezesseis anos, mãos ainda tremendo de raiva e humilhação, atirou a fita azul claro no chão de terra batida.
“Segundo lugar,” ele cuspiu a palavra como se fosse veneno. “O Winston do velho Henderson ficou em primeiro. Aquele animal mal consegue andar direito sem tropeçar nas próprias patas!”
Seu melhor amigo, Ollie Barn, se apoiou na cerca de madeira, observando o bezerro premiado de Dexter, uma bela novilha da raça Angus chamada Estrela, que mastigava seu feno, indiferente ao drama humano. Ollie, com seus óculos ligeiramente tortos e o jeito calmo de quem prefere observar a vida em vez de encará-la de frente, deu de ombros.
“O juiz é amigo do Henderson desde sempre, Dex. Todo mundo sabe. A Estrela é melhor em tudo: linhagem, conformação, até o temperamento. Você conseguiu fazê-la parar perfeitamente naquela pista.”
“E daí? A fita azul claro não paga a nova ordenhadeira que o meu pai precisa,” Dexter respondeu, passando a mão pelo cabelo cortado rente. Ele virou-se, seus olhos verdes faiscando com um plano repentino e perigoso. “Mas a Bolsa de Estudos para o Campeão Jovem, essa paga.”
Ollie afastou-se da cerca. “O que você está pensando?”
“O estábulo de Henderson fica na beira do Bosque Velho. Sem câmeras. Se o ‘grande campeão’ Winston desaparecesse… só por uma noite, o suficiente para Henderson perdê-lo da mostra principal amanhã… o título recairia no segundo colocado. Na Estrela.”
“Você está louco,” sussurrou Ollie, olhando em volta para ver se alguém ouvia. “Isso é roubo. Se te pegarem, você está fora. Sem feira, sem bolsa, sem futuro.”
“Eles não vão me pegar,” disse Dexter, com uma confiança que não sentia completamente. “Preciso de um olheiro. Alguém para ficar de vigia na estrada. Alguém em quem eu possa confiar.”




