Little Brako and Ridick fuck
O lixo cobria o chão até os joelhos de Ridick. Ele remexia uma pilha de componentes oxidados com uma vara de metal, seu único olho azul-claro scanando o terreno com o ceticismo de quem já fora enganado mil vezes. A Cidade do Ferro-Velho não perdoava os ingênuos.
“Tudo tralha,” ele rosnou para si mesmo, cuspindo no chão. “Puro lixo.”
Foi então que ouviu um ruído. Não era o rangido habitual do metal, nem o assovio do vento venenoso através das fendas. Era um clique-zuum-clique mecânico, repetitivo e estranhamente ordenado.
Seguiu o som até encontrar a fonte: um pequeno robô de serviço, com o chassis amassado e a tinta descascada, tentando insistentemente empilhar uma série de porcas enferrujadas em tamanho crescente. Seus actuadores chiaram a cada movimento, e um de seus braços estava claramente desalinhado.
“Pare com isso, você,” Ridick disse, dando um leve chute no robô.
O robô parou, e uma lente de câmera vermelha e ruinosa focou nele. Um som distorcido saiu de seu alto-falante.
“Unidade BR-K0. Designação: ‘Little Brako’. Estou realizando ordenação sistemática. É minha função.”




