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Gael kRiok and Alejo Ospina fuck by the pool – gbakariok22

O som vinha das profundezas da favela, um rugido de concreto e alma. Não era música, era um tremor. E no centro desse tremor estava **Gael kRiok**. Seu nome, grafado com o ‘R’ maiúsculo deslocado, era uma declaração de guerra. Com um microfone na mão e a fúria de mil noites sem lua nos olhos, Gael cuspia versos que eram facas, que eram tijolos, que eram a crônica sangrenta de um mundo que tentava ignorá-los. Ele não cantava para entreter; ele performava para incendiar.

Do outro lado da tela, em um estúdio limpo e arejado, estava **Alejo Ospina**. Enquanto Gael era o caos, Alejo era a clareza. Produtor musical, arquiteto de som, um mago que transformava raiva em ritmo e dor em melodia. Seus fones de ouvido eram um portal, e através deles, ele escutava o pulso do mundo, colecionando gemidos de metrô, batidas de coração e o silêncio entre os tiros para criar suas paisagens sonoras imaculadas.

Foi um algoritmo que os uniu. Alejo, em busca de uma voz “autêntica” para sua nova trilha, encontrou um vídeo granulado de Gael kRiok dominando um beco. Aquela voz, áspera e incontida, era a peça que faltava. Ele enviou uma mensagem direta, uma proposta profissional.

A desconfiança de Gael foi um muro de aço. “Outro sanguessuga do asfalto querendo embalar minha dor pra vender em boutique.” Mas a batida que Alejo enviou como amostra era diferente. Ela não tentava domar sua fúria; dava espaço para ela. Tinha o eco de uma sirene e o baixo de um terremoto. Era uma gaiola de vidro feita para um furacão, e o furacão ficou tentado a entrar.

Começou uma colaboração tensa e eletrizante. Gael gravava em seu quarto, o som dos tiros ao longe às vezes entrando na tomada. Alejo, no estúdio, cortava, organizava, polia, mas sempre preservando o núcleo indomável daquela voz. Eles brigavam por e-mail. Gael acusava Alejo de “domesticar” o som. Alejo pedia, com paciência infinita, “um pouco mais de afinação no refrão”.

O que ninguém sabia, nem um ao outro, era como cada um se alimentava da energia do oposto. As sessões no estúdio virtual eram um combate. Gael chegava com novos versos, mais cortantes, desafiando Alejo a acompanhá-lo. Alejo respondia com camadas de som mais ousadas, empurrando Gael para além do rap puro, para um território sonoro novo e perigoso. Era uma luta de egos, mas também uma dança de complementos.

A música, “Grito de Concreto”, ficou pronta. Era um animal híbrido e perfeito. A produção impecável de Alejo era a arma, e a voz de Gael, o projétil. Quando lançaram, o impacto foi instantâneo. Tocou nas rádios de elite e nos celulares das quebradas. Foi a prova de que os dois mundos podiam, se não se entender, pelo menos criar algo poderosíssimo na colisão.

Não houve abraços ou comemorações. Na última videoconferência, depois de meses de trabalho, um silêncio constrangedor pairou no ar.

“Tá aí,” disse Gael, o rosto iluminado pela tela do computador. “Fizemos um estrago.”

Alejo assentou, limpando os óculos. “Fizemos. Um belo estrago.”

Era o maior elogio que um poderia dar ao outro. Gael kRiok desligou a chamada e foi para a rua, onde seu nome era sussurrado com respeito renovado. Alejo Ospina ficou no estúdio, olhando para os gráficos de áudio da música que ainda ecoava nas paredes. Eles nunca mais trabalhariam juntos. Não era necessário. Aquele único e perfeito grito de concreto ecoaria para sempre, uma cicatriz sonora que carregava o DNA de ambos: a fúria primordial de Gael e o gênio metódico de Alejo. Dois lados de uma mesma moeda, que se recusavam a se tocar, mas que, por um instante, giraram no ar e caíram no mesmo lado.

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