Diggory, Leander and The Ginger Bottom fuck
A livraria “O Caldeirão Furado” era um labirinto acolhedor de pilhas de livros e o cheiro de papel antigo. Era o reino de **Diggory** e **Leander**. Diggory, com seus suéteres remendados e conhecimento enciclopédico sobre primeira edições, era o coração do lugar. Leander, com seu jeito desastrado e um talento mágico para encontrar exatamente o livro que uma pessoa precisava, era sua alma.
Eles eram uma dupla perfeita, um balé silencioso de livros arrumados e xícaras de chá compartilhadas. Um amor tranquilo, construído em sussurros e olhares sobre as estantes.
Até que **The Ginger** chegou.
Ele entrou como um furacão ruivo, com um sorriso que era muito branco para o dia nublado e uma encomenda de livros de arte tão grandes e pesados que fizeram Leander recuar.
“Onde quer que eu os coloque?” Leander sussurrou, desesperado, para Diggory.
“Onde houver espaço, meu amor,” Diggory respondeu, mas seus olhos não saíam do estranho, cujo cabelo cor de fogo parecia iluminar a penumbra da loja.
The Ginger, cujo nome era Arthur, era um pintor. E ele não era discreto. Ele ria alto, espalhava suas coisas, e fazia perguntas invasivas e encantadoras.
“Vocês dois são donos deste lugar? Há quanto tempo? É tão… *acolhedor*.”
Leander, normalmente tímido, se via respondendo. Diggory, normalmente o anfitrião, se encontrava em silêncio, observando aquele sol humano derreter a rotina pacata deles.
Arthur começou a aparecer todos os dias. Não só para entregar ou buscar livros, mas para pintar a luz do entardecer filtrando-se pelas prateleiras. Ele pintou Leander consertando a máquina de cartão, concentrado. Pintou Diggory lendo no balcão, a serenidade em seu rosto.
Uma tarde, ele mostrou a tela para eles. Era os dois, Diggory e Leander, no seu canto habitual. Mas a luz que Arthur capturou não era a luz suave da livraria. Era a luz dourada, quente e vibrante que ele mesmo trouxera.
“Vocês me deixaram entrar,” Arthur disse, sua voz suave pela primeira vez. “E eu só pinto o que vejo. E eu vejo… uma família.”
Diggory pegou a mão de Leander, que estava tremendo. E então, Diggory estendeu a outra mão para Arthur.
“O **Ginger**,” Diggory disse, um sorriso tranquilo nos lábios. “Nossa livraria sempre teve espaço para mais um. Especialmente para um que traz seu próprio sol.”
E naquele pequeno caldeirão de livros e amor, a dupla tornou-se um trio. **Diggory**, a base sólida. **Leander**, o coração terno. E **The Ginger**, a luz que tornava tudo mais vibrante. Eles haviam encontrado, no volume três, o seu final mais feliz.




