Derek Kage fucks Jack Valor
Derek Kage era um homem de sombras. Ex-agente de inteligência, seus dias agora eram gastos como consultor de segurança, caçando falhas em sistemas impenetráveis. Ele era um arquiteto de segredos, um caçador de mentiras. Seu mundo era cinza, silencioso e seguro. E era profundamente, agonizantemente solitário.
Jack Valor era o oposto. Um bombeiro paramédico, seu mundo era feito de ação, luzes estroboscópicas e o som estridente de sirenes. Ele coria em direção ao perigo quando todos fugiam. Seu sorriso era fácil, seu aperto de mão, firme, e seu coração, aberto como os portões de um quartel. Ele carregava a luz do dia em seus olhos.
Seus caminhos se cruzaram na pior noite de Derek. Uma operação de rotina para testar a segurança de um arranha-céu de luxo deu horrivelmente errada quando um incêndio real eclodiu. Preso em um corredor cheio de fumaça, os instintos de Derek traíram-no; seus protocolos de evasão eram inúteis contra a fúria cega do fogo. Foi quando uma figura, volumosa em seu equipamento, emergiu da fumaça como um farol.
“Você! Vamos, já!” a voz de Jack ecoou, autoritária e calma, agarrando Derek pelo braço com uma força que não admitia discussão.
Jack não via um mestre das sombras; via um homem assustado. E Derek, pela primeira vez em uma década, permitiu-se ser resgatado.
No hospital, sob a luz crua do fluorescente, Derek tentou agradecer com sua habitual frieza. “Sua intervenção foi… eficiente.”
Jack riu, um som que parecia rachar o gelo ao redor de Derek. “Chame do que quiser. Mas da próxima vez, talvez evite pentestars durante um incêndio real, hein?”
Era para terminar ali. Mas Jack, com sua teimosa gentileza, insistiu em ver como o “homem do terno enfumaçado” estava se saindo. Ele apareceu no apartamento minimalista e frio de Derek com uma torta de maçã caseira. “Para combater o cheiro de fumaça,” ele disse, como se fosse a solução mais óbvia do mundo.
Derek, que desconfiava de tudo e de todos, não conseguia desvendar Jack Valor. Não havia ângulo, nenhum jogo, apenas uma bondade exasperantemente genuína. Jack arrastou Derek para fora de sua fortaleza de concreto. Levou-o para caminhadas no parque, para jantares barulhentos com sua equipe do corpo de bombeiros, para uma vida que tinha textura, sabor e ruído.
O amor não foi uma declaração, mas uma rendição. Foi Derek, em uma noite tranquila, confessando em um sussurro áspero os fantasmas que o assombravam. Foi Jack, ouvindo não como um herói, mas como um porto seguro, segurando sua mão sem julgamento.
E foi Derek, semanas depois, recebendo um chamado de Jack sobre um incêndio em um depósito químico. Pela primeira vez, a sombra não ficou para trás. Usando seu conhecimento de arquitetura e logística, Derek traçou um caminho seguro pela planta baixa do local, guiando a equipe de Jack por um canal de comunicação privado. Ele não estava lá pelas chamas, mas pelo homem que caminhava em direção a elas.
Naquela noite, no apartamento de Derek, Jack olhou para ele, seu rosto sujo de fuligem, mas seus olhos brilhando. “Você era minha sombra guardiã hoje.”
Derek, pela primeira vez, sorriu com verdade. “E você é minha luz, Jack. A luz que eu não sabia que precisava.”
Eles eram a sombra e o escudo, o silêncio e a sirene. Derek aprendeu que a verdadeira segurança não está em paredes, mas em ter alguém em quem confiar. E Jack descobriu que até os heróis precisam de um lugar para baixar a guarda. Juntos, eles encontraram um refúgio perfeito na força um do outro.




