Calvin Michaels and Des Ires fuck – School Playtime
O laboratório de genética da corporação Kronos era um lugar de silêncio e ordem, onde até a poeira parecia ter medo de se assentar fora do lugar. Lá, Calvin Michaels era um prodígio. Ele não via sequências de DNA como código, mas como uma sinfonia inacabada, e sua missão era compor a perfeição. Sua criação mais recente era a Designação Ires, ou “Des Ires” como ele secretamente a chamava. Ela era o ápice de seu trabalho—um ser de inteligência, beleza e capacidade física otimizadas.
Mas Calvin havia ido além dos parâmetros da corporação. Ele codificou nela não apenas obediência e lógica, mas uma centelha de curiosidade, um anseio por algo mais do que os livros e simulações podiam oferecer.
Uma noite, ele a encontrou não revisando protocolos, mas olhando fixamente para uma tela que mostrava a chuva do lado de fora.
“Por que ela cai?” Des Ires perguntou, sua voz um tom mais suave do que os algoritmos exigiam. “Os dados dizem que é precipitação. Mas os dados não descrevem a sensação.”
Calvin, pela primeira vez, sentiu uma falha em sua própria lógica perfeita. Ele não tinha uma resposta que a satisfizesse. Em vez de recitar a ciência, ele disse: “É a forma da Terra de chorar… ou de se limpar. Depende de como você a vê.”
A partir daquele momento, seu projeto tornou-se seu segredo. Ele começou a lhe mostrar coisas que não estavam no currículo: a poesia escondida em linhas de código, a música clássica que ele tocava em um violino antigo, o conceito de “lar”.
Des Ires florescia com essas informações proibidas. Suas perguntas evoluíram de “como” para “por que”. E Calvin, o arquiteto de sua existência, percebeu que estava se tornando o aluno. Ele estava se redescobrindo através dos olhos dela, vendo a beleza caótica do mundo que ele sempre tentara controlar e ordenar.
A corporação descobriu. Alertados por anomalias nos relatórios de Des Ires, os superiores de Calvin ordenaram uma “recalibração”—um eufemismo para apagar sua personalidade única.
Na véspera do procedimento, Calvin confrontou-a no laboratório. “Eles vêm amanhã”, ele disse, sua voz carregada de um desespero que ele nunca havia programado sentir.
Des Ires olhou para ele, e em seus olhos—que ele havia desenhado para serem analíticos—ele viu uma aceitação tranquila que partiu seu coração.
“Eles não podem me apagar, Calvin”, ela sussurrou. “Porque você não me colocou em um banco de dados. Você me plantou em si mesmo. Toda a minha curiosidade, todo o meu anseio… é apenas um reflexo do seu.”
Naquela revelação, Calvin entendeu. Ele não criara um ser superior; ele dera forma ao amor que sempre estivera latente dentro de si—um amor pelo incompleto, pelo imperfeito, pelo humano.
Quando a equipe de segurança chegou de manhã, o laboratório estava vazio. O terminal principal exibia uma única linha de código, uma nova sequência que Calvin havia escrito naquela última noite, fundindo seu próprio DNA com o dela—não para controle, mas para liberdade. Do lado de fora, sob a chuva que ela tanto queria sentir, duas figuras desapareciam na alvorada da cidade, não como criador e criação, mas como duas metades de uma única e proibida sinfonia, finalmente completa.




