Liam Arnolds fucks Javi Berlin

O vento soprava frio nas ruas de Berlim, mas Liam Arnolds não o sentia. Enfiado em um café aconchegante no bairro de Mitte, ele se aquecia com as mãos envoltas em uma xícara de chá e com a visão do único motivo que o trouxera da ensolarada Califórnia para a Alemanha no meio do inverno: uma exposição de arte contemporânea.
Seus olhos azuis, porém, não estavam fixos nas pinturas abstratas nas paredes. Eles seguiam, intrigados, o homem que trabalhava atrás do balcão. Javi Berlin. O nome estava bordado a fio vermelho em seu avental. Javi tinha cabelos escuros e cacheados que caíam sobre a testa, mãos ágeis que manuseavam a máquina de espresso com uma coreografia perfeita e um sorriso tímido que aparecia apenas para os clientes mais educados.
Liam era um escritor. Observar pessoas era seu ofício e seu vício. E Javi era um personagem que ele não conseguia decifrar. Havia uma suavidade em seus movimentos e uma melancolia em seus olhos castanhos que contradiziam a energia frenética da cidade.
No terceiro dia, Liam encontrou coragem para mais do que pedir um café.
— Seu nome é interessante. Berlim é um sobrenome comum aqui? — perguntou, tentando soar descontraído.