2 bananas for Breakfast – Alexandro and Andrea Suarez fuck
O silêncio na antiga oficina de cerâmica era quebrado apenas pelo zumbido suave do forno e pelo som ritmado da respiração de **Andrea**. Ela estava concentrada, suas mãos, calejadas e firmes, guiando as de seu irmão mais novo, **Alexandro**.
“Mais devagar, Alex,” sussurrou ela, seu sotaque espanhol suavizado pelos anos vivendo em Londres. “O barro tem sua própria vontade. Você não força, você convence.”
Alexandro, com suas roupas de marca impecáveis que pareciam gritar de descontentamento no ambiente empoeirado, tentou relaxar os ombros. Suas mãos, acostumadas a digitar furiosamente em teclados e fechar negócios milionários, sentiam-se desajeitadas e pesadas sob as de sua irmã.
“É mais difícil do que parece,” ele resmungou, observando o toro de argila oscilar perigosamente no torno.
“Tudo que vale a pena é,” Andrea respondeu com um sorriso tranquilo.
Por anos, suas vidas tinham seguido rotas opostas. Alexandro, o executivo de sucesso em Londres, vivendo no ritmo frenético do lucro e do progresso. Andrea, herdando a oficina de seu avô em um vilarejo no sul da Espanha, vivendo no ritmo lento das estações e do artesanato. A morte do avô os trouxera de volta ao mesmo lugar, para a casa de infância cheia de memórias e pó.
Nos dias que se seguiram, Alexandro trocou seus ternos por jeans manchados de barro. Ele observou Andrea, não apenas como uma artesã, mas como uma guardiã. Ela conhecia cada rachadura na parede, cada história por trás das ferramentas enferrujadas, cada segredo para fazer o esmalte brilhar com a cor do céu ao entardecer.
Um dia, enquanto limpavam o sótão, encontraram uma velha caixa de madeira. Dentro, estavam os projetos de seu avô para um novo forno, algo que ele nunca conseguira construir. Alexandro pegou os papéis amarelados, seus olhos de analista percorrendo os desenhos.
“Ele sempre falou sobre isso,” disse Andrea, sua voz embargada. “Dizia que iria revolucionar nossa queima.”
Alexandro ficou em silêncio a noite toda, os projetos espalhados sobre a mesa da cozinha. Na manhã seguinte, ele foi até a cidade, comprou materiais e, usando uma mistura de sua mente empresarial e das memórias das lições de seu avô, começou a trabalhar.
Andrea olhava, maravilhada, enquanto seu irmão, o “homem de negócios”, suava e calculava, cortando tijolos refratários e montando o quebra-cabeça. Era a lógica de Alexandro dando forma ao sonho de seu avô.
Quando o último tijolo foi assentado, eles se entreolharam, sujos e exaustos, mas com um brilho de triunfo nos olhos. A primeira peça a ser queimada no novo forno foi um vaso simples que Alexandro havia feito, imperfeito, mas genuíno.
Ao retirá-lo, com uma cor vibrante e profunda que nem mesmo Andrea conseguira alcançar antes, ele olhou para a irmã.
“Ficou bom,” ele disse, sua voz rouca.
Andrea pegou o vaso, passando os dedos sobre a superfície lisa. “Ficou perfeito.”
Naquele momento, as rotas opostas convergiram. **Alexandro** trouxera de volta não apenas seu conhecimento, mas uma parte de si mesmo que havia esquecido. **Andrea** mostrara a ele que alguns legados não são medidos em dinheiro, mas em memórias e no calor do barro sob o sol. Juntos, os irmãos **Suarez** não haviam apenas construído um forno; eles haviam reacendido uma chama, descobrindo que o maior patrimônio da família não era a oficina, mas o laço que os unia, forte e flexível como a argila que agora moldavam juntos.




